quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Diabetes Gestacional!

 
Apesar do diabetes gestacional ser considerado uma situação de gravidez de alto risco, os cuidados médicos e o envolvimento da gestante possibilitam que a gestação corra tranqüilamente e que os bebês nasçam no momento adequado e em boas condições de saúde. 
Na gravidez, duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida ou o aparecimento do diabetes gestacional em mulheres que antes não apresentavam a doença. 

“O diabetes gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é diagnosticada, pela primeira vez, durante a gravidez. Pode atingir até 7% das grávidas, mas não impede uma gestação tranqüila, quando é diagnosticado precocemente e recebe acompanhamento médico, durante a gestação e após o nascimento do bebê”, explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional. 

Várias são as mudanças metabólicas e hormonais que ocorrem na gestação. Uma delas é o aumento da produção de hormônios, principalmente o hormônio lactogênio placentário, que pode prejudicar – ou até mesmo bloquear – a ação da insulina materna. Para a maioria das gestantes isso não chega a ser um problema, pois o próprio corpo compensa o desequilíbrio, aumentando a fabricação de insulina. Entretanto, nem todas as mulheres reagem desta maneira e algumas delas desenvolvem as elevações glicêmicas características do diabetes gestacional. Por isso, é tão importante detectar o distúrbio, o mais cedo possível, para preservar a saúde da mãe e do bebê. “O tratamento do diabetes gestacional tem por objetivo diminuir a taxa de macrossomia – os grandes bebês filhos de mães diabéticas – evitar a queda do açúcar do sangue do bebê ao nascer e diminuir a incidência da cesareana”, explica a médica. Para a mãe, além de aumento do risco de cesareana, o diabetes gestacional pode estar associado à toxemia, uma condição da gravidez que provoca pressão alta e geralmente pode ser detectado pelo aparecimento de um inocente inchaço das pernas, mas que pode evoluir para a eclâmpsia, com elevado risco de mortalidade materno-fetal e parto prematuro.

Diante de tantos riscos potenciais, é essencial que as futuras mamães façam exames para checar a taxa de açúcar no sangue durante o pré-natal. “As grávidas devem fazer o rastreamento do diabetes entre a 24ª e a 28ª semana de gestação”, diz a endocrinologista. Mulheres que integram o grupo de risco do diabetes devem fazer o teste de tolerância glicêmica, antes, a partir da 12ª semana de gestação. “Os exames são fundamentais para um diagnóstico preciso, porque os sintomas da doença não ficam muito claros durante a gravidez. Muitos sintomas se confundem com os da própria gestação, como vontade de urinar a todo momento, sensação de fraqueza e mais apetite”, recomenda Ellen Paiva.

 Importância da terapia nutricional!!
 Diagnosticado o diabetes gestacional, a gravidez precisa ser cercada de novos cuidados. “O controle da alimentação, por exemplo, deve ser feito com a ajuda de um profissional capacitado. Dietas mal elaboradas podem interferir no desenvolvimento do feto. Dietas abaixo de 1200 Kcal/dia ou com restrição de mais de 50% do metabolismo basal não são recomendadas, pois estão relacionadas com desenvolvimento de cetose”, diz a médica. 
A terapia nutricional é um aliado importante. Para muitas mulheres é suficiente para manter a glicemia dentro dos valores recomendados pelo médico. “Na gravidez, a mulher deve ganhar um mínimo de peso, em geral entre 10 e 12 quilos, para mulheres que estão com o peso adequado. Suas escolhas alimentares devem ser saudáveis. Será necessário relembrar os conhecimentos básicos de nutrição. Por isso, a orientação de um nutricionista é recomendável”, explica Ellen Paiva.
 Dentre os objetivos da terapia nutricional deve constar, também, um limite para ganhar peso, recomendado às mulheres obesas. Isso é imprescindível, porque é mais freqüente que mulheres obesas desenvolvam diabetes durante a gestação. “O ganho de peso máximo recomendado para essa situação é de mais ou menos 7kg”, diz a diretora do Citen. A dieta pode ser acompanhada de exercícios leves como nadar ou caminhar. 

Terapia insulínica: 
Caso haja dificuldade para atingir resultados satisfatórios do controle da glicemia somente com a dieta, há ainda a terapia insulínica, como uma alternativa de tratamento. “O tratamento com insulina está, em geral, indicado quando as taxas de glicose em jejum ficam acima de 105 mg/dl e as taxas de glicose medidas 2 horas após as refeições acima de 130 mg/dl”, explica a endocrinologista Ellen Paiva.
 É comum haver a necessidade de aumento das doses de insulina no final da gravidez, a partir do terceiro trimestre, porque a resistência à insulina, geralmente, aumenta neste período. No terceiro trimestre da gravidez, os níveis baixos de glicose que levariam à hipoglicemia são raros. Contudo, grávidas que usam insulina correm o risco de apresentar hipoglicemia. “Para prevenir os incômodos sintomas de uma crise de hipoglicemia, a gestante deve seguir o seu planejamento alimentar, respeitar os horários das refeições e fazer adequações necessárias em sua alimentação, quando for praticar algum tipo de exercício”, recomenda a endocrinologista.

Controle da doença: 
Após o parto, geralmente o diabetes desaparece, mas essas pacientes têm grande risco de sofrerem o mesmo transtorno em gestações futuras e 20-40% de chance de se tornarem definitivamente diabéticas nos próximos 10 anos. “Além das complicações no pós-parto imediato, estudos demonstraram que os fetos macrossômicos têm risco aumentado de desenvolverem obesidade e diabetes durante a adolescência, por isso, os cuidados com a alimentação prosseguem após o parto, para mãe e filho”, recomenda Ellen Paiva. 
Ellen Simone Paiva
Médica especializada em endocrinologia e nutrologia. Mestre em Medicina na área de nutrição e diabetes pela USP. Titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, SBEM e da ABRAN, Associação Brasileira de Nutrologia. Diretora clínica do CITEN – Centro Integrado de Terapia Nutricional.
 Lembrando que Diabetes Gestacional não é indicação para cesária !! Para evitar que o feto nasça muito acima do peso normal, o obstetra pode induzir o parto se necessário! Cesárea só em último caso!

Fonte! 
Cris De Melo
Téc Enfermagem
& Doula! 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Atividade física durante a gravidez

Muitas mulheres têm dúvidas sobre treinamento quando ficam grávidas. Pode malhar ou não pode? Há alguma recomendação sobre atividade, intensidade e duração? As primeiras respostas quem deve dar é o médico. Ele precisa conferir se a paciente está em condições de praticar atividade física, se a gestação é normal, não oferece risco, etc. Mas e depois do sim clínico, as gestantes saudáveis devem ou devem fazer exercícios?

Uma revisão1 em mais de cinquenta estudos sobre o tema traz muitas informações importantes para que as gestantes possam se exercitar com segurança e cuidar da forma física. Desde a década de 50, o Colégio Americano de Medicina Desportiva (ACSM) revisa a literatura médica sobre exercício durante a gestação. Por exemplo, naquela época, a recomendação era bem conservadora: as grávidas só podiam caminhar por uma milha (1,6km) por dia. Já na década de 80 a orientação preconizava que as gestantes poderiam fazer exercícios 3 vezes por semana, entre 15 a 20 minutos por sessão. Atualmente os estudos mostram o seguinte:

– Intensidade — exceto as intensidades mais altas e próximas da frequência cardíaca máxima, as mamães podem e devem se exercitar em níveis leves (60-70% FCmáxima) a moderados (75-85%FCmáxima). Pelo menos em estudos feitos com animais (fêmeas prenhas), esforços máximos prejudicaram a oferta de oxigênio à placenta e útero, sendo então recomendado ficar numa zona de até 85% da FC máxima da gestante;

– Duração — algumas pesquisas apontam que até uma hora de atividade não há risco de elevação excessiva da temperatura corporal, um fator que poderia oferecer complicação à gestante e seu bebê;

– Frequência — Há algumas décadas recomendava-se limitar a três sessões semanais, mas atualmente a orientação é de que podem ser realizadas sessões quase que diárias. Então, entre três sessões semanais é uma frequência adequada e segura;

– Atividade — Aparentemente, não há restrição quanto à atividade física a ser praticada. Aí eu entro para me posicionar: se a gestante já vinha praticando corrida, por exemplo, antes da gravidez, então existe a possibilidade de continuar correndo. Novamente, seu médico deverá avaliar sempre se há ou não risco. Por outro lado, atividades de característica aberta, com maior chance de imprevistos, como futebol, tênis, voleibol, oferecem maior risco de quedas, contatos e outros acidentes. Minha recomendação seria evitar este tipo de atividade durante a gravidez.

 Eu acho engraçado médicos proibirem gestantes com hipertensão e diabete gestacional a pratica de exercícios se eles ajudam a reverter esse caso. Há indícios de que as mulheres em melhor condição física apresentam uma gravidez mais saudável e consequentemente com menor risco a saúde.

Os benefícios e resultados para as mulheres que fazem exercícios físicos na gestanção são maravilhosos, não perca tempo!



http://fisioedoulamariahcoeli.blogspot.com.brMariah Coeli - Fisioterapeuta especialista em Obstetrícia e Dermato – Funcional






quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Câimbras na gravidez




 Por que elas aumentam na gravidez?

Na gravidez, no segundo e terceiro trimestre, a barriga começa a pesar, e a postura da gestante se modifica para ela poder se equilibrar com esse peso a mais. Além disso, o esforço extra que a mamãe tem que fazer para carregar essa barriga causa um cansaço nos seus músculos, principalmente das pernas e das costas.

 Nesses últimos trimestres, o neném também começa a “roubar” muito cálcio da mãe para fazer seus ossos, resultando numa diminuição de cálcio no sangue materno, que pode predispor a ter mais câimbras.


O que você pode fazer para diminuir a frequência das câimbras?

Tenha uma alimentação rica em cálcio, comendo leite e/ou seus derivados (queijo, iogurte, etc) pelo menos três vezes por dia. Se você não gosta desses alimentos, peça ao seu obstetra um suplemento de cálcio.

Evite o consumo de refrigerantes, pois eles têm muito fósforo, que rouba o lugar do cálcio dentro do organismo.

Faça exercícios físicos, sempre alongando seus músculos antes e depois da atividade. Assim, você fortalece seus músculos, e eles não sentem tanta dificuldade em carregar esse peso extra da barriga.

Mesmo que você não tenha feito exercícios no dia, alongue seus músculos, especialmente das costas e das pernas, antes de dormir.

Atenção para uma postura correta, com as costas eretas.

Ao sentar, sempre apoie os pés no chão, não fique com as pernas cruzadas. Tente ficar mexendo os tornozelos e pés quando estiver sentada para não deixá-los na mesma posição por muito tempo.

 Não ande de salto alto.

Durma com os pés ligeiramente elevados para ajudar o retorno venoso (o sangue voltar para o coração). Tente mudar de posição, pois ficar sempre na mesma posição pode predispor as câimbras.

Peça para seu companheiro fazer massagem nas costas e pernas, para relaxar os músculos.

 Beba bastante água, sucos naturais.


O que fazer para aliviar a dor na hora da câimbra?

Alongue o músculo acometido por bastante tempo. No começo dói mais, mas depois acaba melhorando.

Depois que passar a dor aguda, faça massagem no músculo para relaxá-lo.

Coloque uma bolsa de água quente, ou tome um banho gostoso para relaxar.

Ás vezes dar uma caminhada também ajuda.

E se a dor não melhorar?

Se a dor não melhorar, ou piorar com essas medidas, você deve procurar um médico imediatamente. A permanência ou piora da dor é um sinal de alerta que alguma coisa mais grave pode estar acontecendo!